terça-feira, 16 de fevereiro de 2010


Dias

A suposta alma que outrora reconhecia-se por dominar o ser que possuía o amor, garra e esperança pela humanidade, faz-se agora com uma razão nada equilibrada, fulgaz e volúvel, no que se diz respeito amor, compaixão, respeito e sobrevivência, através de uma ferramenta manipulada pelo sabor do poder. Poder esse de domínio, narcisismo, utopia e realeza.
Como pode um ser tão vulnerável, pretensiosamente sobrepor-se a “natureza divina”. Nada que o ciclo de vida faça para mostrar a verdadeira evolução da alma, sensibiliza esse submisso ser da ignorância e ganância social de curvar-se a sua insignificante existência.
Enquanto seres humanos são engolidos pela ira da natureza, outros porém continuam a mover as roldanas da destruição jogando toda sua energia e responsabilidade a conquista do seu espaço e sobrevivência através de luxuosa “condenação social”.
Se tens muito será tirado pelos que infelizmente não conseguem estabelecer-se moral e socialmente, se tens pouco lutará de forma monstruosa para conseguir o topo de forma vil.
Como seria se esses seres pudessem reconhecer sua ínfima insignificância e linear condição terrena? Será que sua mente vasta de cultura inútil, conseguiria compor frases e poemas de amor pelo semelhante?
Penso que não, pois sua capacidade de produzir tal beleza, inferioriza-se cada dia mais em frases e poemas de frustrações amorosas, que ele mesmo permitiu, ao invés de dedicar toda essa energia a restauração de vidas sem inclinação de persuadir seu semelhante ao fracasso.
Não há comprovações de anjos e demônios que os fenômenos extra-sensoriais sugerem, mas há confirmação experimental que motores carnais desprovidos de compaixão, são capazes de transformar e destruir a única morada que possuímos temporariamente. E assim se serão bons ou ruins os nossos míseros dias de permanência nesse ciclo, só a história terrena dirá.
(Patricia Longo)



“O que você deixa para trás não é o que é gravado em monumentos de pedra, mas o que é tecido nas vidas de outros.”
(Péricles)

“Apenas uma guerra é permitida à espécie humana: a guerra contra a extinção.”
(Isaac Asimov)

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