domingo, 4 de abril de 2010

sábado, 6 de março de 2010


Fênix


A alma, cuja luz nascera de um ventre amado, faz-se na infância como um belo beija-flor, colorido e reluzente. Voando de flor em flor, procura o nectar que o satisfaça em sua sede de viver, encontrando muitas vezes o suco amargo nos ovarios florais, outras tantas, doce mel como sua inocência .
Na sua juventude, transforma-se na mais ligeira das leoas, protetoras da ninhada, caçadoras e sociaveis, rapidas em suas conquistas e lider nas realizações de seus ideais. Ocorre então a metamorfose esperada da fase adulta, quando torna-se como uma Tarantula que não se afasta de seu cativeiro nem para se alimentar e tem uma capacidade de regenerar seus “membros feridos” magistralmente, medem seus riscos e dificuldades conhecendo nesse fase da vida com competencia os sabores e dissabores das conquistas. Aparentam riscos a outros, mas não oferecem nada mais que dor áqueles que a acuam.
Chega-se então a um dos mais destemidos dos animais, a Aguia, destacando-se pela sua imponência, poderio e elegância. Monogâmica, cuida do seu espaço territorial, o que explica alguns dos comportamentos mais fantásticos desta ave como são, por exemplo, a agressividade que mostra perante outras aves "invasoras" na defesa dos seus domínios e, não menos espetacular, depois de tanto passar faz-se a metamorfose nascendo uma Fênix, que quando “morre” no seu psicológico crescimento, entra em auto-combustão e, passado algum tempo, renasce das próprias cinzas. Outra característica da fénix é sua força que a faz transportar em vôo cargas muito pesadas, havendo lendas nas quais chega a carregar elefantes, pois seu objetivo final é alimentar e manter seu “lar”. Podendo se transformar em uma ave de fogo.
Impar e sábia, dirige suas conquistas, preparando-se apenas para transformar tal ciclo da alma, na mais linda orquestra, que tocada com maestria inicia-se, desenvolve-se e finaliza com sentimento e tom.


(Patricia Longo)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010


Dias

A suposta alma que outrora reconhecia-se por dominar o ser que possuía o amor, garra e esperança pela humanidade, faz-se agora com uma razão nada equilibrada, fulgaz e volúvel, no que se diz respeito amor, compaixão, respeito e sobrevivência, através de uma ferramenta manipulada pelo sabor do poder. Poder esse de domínio, narcisismo, utopia e realeza.
Como pode um ser tão vulnerável, pretensiosamente sobrepor-se a “natureza divina”. Nada que o ciclo de vida faça para mostrar a verdadeira evolução da alma, sensibiliza esse submisso ser da ignorância e ganância social de curvar-se a sua insignificante existência.
Enquanto seres humanos são engolidos pela ira da natureza, outros porém continuam a mover as roldanas da destruição jogando toda sua energia e responsabilidade a conquista do seu espaço e sobrevivência através de luxuosa “condenação social”.
Se tens muito será tirado pelos que infelizmente não conseguem estabelecer-se moral e socialmente, se tens pouco lutará de forma monstruosa para conseguir o topo de forma vil.
Como seria se esses seres pudessem reconhecer sua ínfima insignificância e linear condição terrena? Será que sua mente vasta de cultura inútil, conseguiria compor frases e poemas de amor pelo semelhante?
Penso que não, pois sua capacidade de produzir tal beleza, inferioriza-se cada dia mais em frases e poemas de frustrações amorosas, que ele mesmo permitiu, ao invés de dedicar toda essa energia a restauração de vidas sem inclinação de persuadir seu semelhante ao fracasso.
Não há comprovações de anjos e demônios que os fenômenos extra-sensoriais sugerem, mas há confirmação experimental que motores carnais desprovidos de compaixão, são capazes de transformar e destruir a única morada que possuímos temporariamente. E assim se serão bons ou ruins os nossos míseros dias de permanência nesse ciclo, só a história terrena dirá.
(Patricia Longo)



“O que você deixa para trás não é o que é gravado em monumentos de pedra, mas o que é tecido nas vidas de outros.”
(Péricles)

“Apenas uma guerra é permitida à espécie humana: a guerra contra a extinção.”
(Isaac Asimov)