sexta-feira, 9 de outubro de 2009


Natureza Vital

Que todo botão de rosa, na sua mais ínfima forma, possa expressar sua mais intima luta no desabrochar e mesmo entre sol e tempestade, sua conquista seja marcada doce e firme como o mel depositado em sua digna e alva alma.

Que a natureza induza com toda a sua sabedoria, a mais estruturada arquitetura de suas obras, detalhando suas cores, geografia, amor, dor, juízo, defesa, nascimento e morte, para que assim seus filhos com tão breve genialidade e tão imensa imaturidade, possam objetivar sua maré, não em direção a emancipação obsessiva jamais alcançada daquilo que desconhecem o valor real, mas de um fluxo ideal que seguirá entre troncos e maremotos, o crescimento justificado de um grande entendimento vital.

Que toda luz refletida em um raio de tempestade, possa romper com toda carga de dor, ira, medo e negatividade, tão catastroficamente, que nem um resquício de energia poderá sobrar para tal polaridade refazer-se. E assim, não havendo tal energia positiva e negativa, todo senso comum entre os seres vivos poderá ser restabelecido, num sonho plácido de amor pela vida, na mais integra, digna e honrosa forma.

(Patricia Longo)

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